Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011

25

À mais de um ano que não postava, acontece que estando o assunto da requalificação do espaço da REFER na ordem do dia , penso fazer todo o sentido republicar o meu artigo de Junho de 2008, ou seja faz mais ou menos 3 anos, na altura publicado na coluna do ecos denominada por conversa de arquitecto;

"Nesta “conversa” queremos deixar uma breve nota sobre o plano de recuperação do espaço da Estação da CP, a análise recairá sobre a história do local e a intervenção proposta tendo em conta a sua componente social, económica e urbana.
Se a história da rede ferroviária nacional tem início com Costa Cabral em 1845, a de Estremoz chega com a abertura da linha a 22 de Dezembro de 1873. É também dessa altura a demolição de parte da muralha setecentista, projectada de acordo com o modelo de Vauban e um dos melhores exemplos do país. O troço que foi demolido chegaria ao final da cerca conventual do Convento de S. Francisco, aproximadamente o muro do actual RC3, por arrasto destruíram-se alguns quarteirões de edifícios habitacionais que caracterizaram as ocupações dos sec. XVI e XVII junto às muralhas. Desta breve resenha podemos constatar que o local da intervenção tem uma história associada à muralha e às cercas conventuais de S. Francisco e Maltesas, o que à primeira vista o libertaria para uma intervenção pessoal transforma-o num local de absolutas reservas históricas face ao tipo de intervenção a preconizar.
Antes de caracterizarmos a intervenção queremos questionar o seu programa e a sua metodologia. Numa zona tampão entre a cidade e sua zona industrial deverão existir edifícios habitacionais? A ferrovia está definitivamente excluída das alternativas para a nossa mobilidade? A estação de Estremoz é uma das únicas estações “urbanas” do interior do nosso país, que pela sua proximidade com a cidade a transforma numa excelente opção para a mobilidade dentro do concelho, é correcto extingui-la desta forma?
Não encontrando resposta para aquelas questões de fundo, queremos no entanto realçar a falta de interpretação histórica, bem como a falta de hierarquia dos elementos urbanos propostos. A primeira porque o arruamento proposto é paralelo à Avª 9 de Abril, via urbana criada com a demolição da muralha e que estrangulou o crescimento da cidade para norte, quando o mais correcto seria criar uma malha representativa do urbanismo expansivo existente no sec. XVI, até porque aquele arruamento será ladeado a sul pelas traseiras das moradias existentes. A segunda porque o elemento com mais representatividade; o museu, se viu ladeado por duas massas edificadas de grande expressão, que lhe retiraram o devido protagonismo. É também notória a falta do estudo de tráfego rodoviário, por duas razões; a primeira porque se inseriu uma rotunda a menos de 200 m de outra existente, pendurando todo o trânsito da cidade no actual IP2, e a 2ª por se terem criado cruzamentos com menos de 50 m entre eles, junto à actual estação. Na nossa opinião este estudo deveria ser reequacionado na forma e no género, pois ao contrário do anteprojecto para o Rossio e Largos Adjacentes, a que eu chamaria praças de armas, a abordagem histórica e urbana não está consolidada."

Actualmente e depois de ler alguns artigos, nomeadamente do ARamalho, penso ser pertinente questionar-se toda a intervenção urabana, quer na forma como abole, quase em definitivo com a ferrovia, como na forma como se interliga com a cidade.

Terça-feira, 8 de Junho de 2010

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A venda de vegetais é tradicional na nossa cidade, este argumento é mais que suficiente para que se mantenha a venda de produtos hortícolas, bem como do artesanato, nos locais onde actualmente se encontram. Os valores sociais, históricos e comerciais desaconselham, veementemente, qualquer intervenção que vá no sentido de os retirar de onde estão instalados. Os valores sociais são intrínsecos ao património humano do Rossio Marquês de Pombal, os valores históricos são balizados pela história de Estremoz, ligada ao Convento de S. Francisco, à abundância de regadios e à riqueza da terra, os valores comerciais revelam que aqueles locais são genuínos, bem como os produtos que lá podemos encontrar. Da mesma forma como defendo a sua manutenção também o faço em relação à sua modernização, a degradação visual e sanitária a que estão a chegar sobrepõem-se às suas enormes mais valias para a cidade. Quando assinei uma coluna numa das últimas edições do Ecos, que tratava daquele tema, fi-lo numa estreita analogia entre a intervenção na lateral da Câmara e as infra-estruturas disponibilizadas pela autarquia para aqueles comerciantes. É urgente, senão imperioso, que se lance um concurso de ideias para a execução de uma infra-estrutura digna, que albergue aquela actividade ao ar livre, suficientemente elástica que isole durante a noite mas que a abra ao comprador durante o dia. O mercado projectado para a lateral do edifício da câmara deve servir ou de apoio aos comerciantes do Rossio, ou em alternativa a instituições ou associações . A humanização daquela lateral é uma mais valia significativa para um espaço que se encontrava enclausurado entre a empena do Convento e as paredes dos quintais adjacentes. O extremar de posições do passado deverá ser o mote para a reflexão do futuro, que será o fio condutor para a renovação do espaço frente à Câmara Municipal.

Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

23

Ora aqui está uma boa recordação, o "Zé" Paulino parece que tem mais algumas destas preciosidades no seu bau, na altura seriamos iniciados, da esquerda para a direita em cima; Grave Costa, José Paulino, Rolo, Garcia, João Pereira e Balela, da esquerda para a direita em baixo; Mexia, Sérgio Cóias, Nelson Pinto, Peter Lima e José Marranita. A equipa de andebol do Grupo Desportivo de Santiago no ano de 1983 - 1984, no pavilhão desportivo municipal. As recordações deste grupo de amigos são muitas, a maior parte delas bestiais, o grupo era bastante mais extenso, lembro-me do "Balila", que já faleceu, do Xico Nunes, do Rui Costa, também ele falecido, do Marco Salas, do Luis Santana, do Mendes, entre tantos outros. Fica aqui uma ideia, nada original, mas pelo menos saudosista, que tal um Jantar, para reunir esta malta? Abraço para todos eles.

Domingo, 25 de Abril de 2010

22

Foto da Agência Magnum

21

A expressão máxima da dignidade humana revela-se nas suas mais variadas formas, penso que alguns Estremocenses têm dado vários exemplos daquela. É neles que se deve pensar quando tentamos antever o futuro do concelho, será para eles que devemos olhar quando buscamos exemplos para a sua representatividade. Existem determinados momentos na história das cidades que se fazem com os outros, aqueles que para além de não serem exemplo, não as dignificam, Estremoz não foge à regra. No entanto a evolução da sociedade faz-se com todos, com os conservadores, com os liberais mas não com os híbridos. Se dos primeiros existem valores exemplares, moralmente aceitáveis e bastante bem sustentados, os segundos têm realizado as maiores mudanças da história, arriscam e correm os riscos inerentes à sua condição. Os terceiros são um assunto mais complexo, normalmente são caracterizados pelo que de pior existe nos dois primeiros. Definitivamente não promovem nada, apenas gerem os seus interesses pessoais descartando a sociedade e as suas necessidades. O MIETZ é um movimento hibrído, ideológicamente de direita, foi buscar os votos à esquerda, reduzindo a CDU à sua expressão mínima. O sucesso daquele movimento nas últimas eleições autárquicas ficou a dever-se, em grande medida ao insucesso dos dirigentes do PCP, não nas eleições do passado Outubro mas às de 4 anos atrás, quando deixaram o actual presidente da Câmara de Estremoz condicionar as suas listas, inmiscuindo-se na sua formação e atendendo às suas exigências. Na sua cegueira convicta alguns dirigentes do PCP, certos de uma estrondosa vitória, ignoraram os sinais da população do concelho, dando carta branca ao Chefe de Divisão que os iria levar à derrota. Esta derrota foi tanto mais curiosa que quatro anos volvidos, o mesmo móbil os dizimou, pois foi sustentado no desagrado da população pela acção daquele senhor, que Luís Mourinha direccionou a sua campanha vitoriosa. Não deixa de ser curioso que o mesmo Chefe de Divisão, cimentado em erros de análise, ponderou possuir três pássaros na mão, Évora, Estremoz e a CDU do Jorge Pinto, todos eles fracassaram e deixaram-no, verdadeiramente a observar. Na política, como na vida, não se pode só parecer, também tem de se ser, e após este longo interregno, não vos queria desapontar com a postagem nº 21.

Sábado, 24 de Abril de 2010

20

Talvez dos mais belos números, o 20, recordo-me da camisola do Grupo Desportivo de Santiago, na altura, por volta de 1986, confessava-me o treinador; Grave Costa, que aquele tinha sido usado por alguns dos melhores atletas, inclusivamente por ele. Abracei esse peso, para o honrar alguns anos depois ao serviço dos Caixeiros de Santarém e da Lusíada de Lisboa. Era de algodão, com os adereços cosidos, inclusive o nº20, nela, tudo era genuíno, desde o seu cheiro ao seu tacto. Tal como a camisola, as lições transmitidas pelo treinador, rapidamente adquiriram uma parte importante das nossas vidas, quer pela sua genuinidade, quer pela seu pragmatismo. Pensar nesse tempo é pensar que os valores são para a vida, os ensinamentos a eles associados também no entanto a sua aplicabilidade depende dos interlocutores. A ele estão associadas as dificuldades de um concelho, já na altura, com poucas infra-estruturas, nomeadamente desportivas, patentes em dois exemplos marcantes; enquanto em Estremoz praticávamos andebol em pavimento de cimento, em Reguengos de Monsaraz o piso era sintético, quando os juniores do Santiago subiram à terceira divisão foram obrigados a jogar no polidesportivo de Fronteira, pois o nosso não possuía condições para tal. A história recente de Estremoz, tanto na vertente desportiva como em tantas outras, está associada ao atraso estrutural do concelho, reflectido na presente falta de alternativas no emprego, na falta de investimento; quer empresarial quer governamental, e no analfabetismo. Curioso é que os principais problemas à altura, salvo raras excepções, mantêm-se, a falta de infra-estruturas é enorme, a sede do concelho está moribunda e a falta de investimento mantém-se.

Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

19

Não poderia deixar passar em claro o que se vai passando na nossa blogosfera, nomeadamente no que diz respeito aos blogs anónimos, que o vão deixando de o ser à medida que atingem os seus propósitos. O pelourinho de estremoz, fonte de difamação, calúnia e má fé deve ter o final próximo, até porque atingiu o seu propósito, o seu autor julgo saber quem é, mal se confirme penso que iremos ter uma "conversa" de arquitecto para arquitecto. Quanto ao Lambão, confirmei agora que expirou o seu prazo de validade, nomeadamente por terem sido realizados comentários "caluniosos" sobre a Ana Fragoso, que confesso não tive oportunidade de ler, no entanto também atingiu o seu propósito, caluniar algumas das pessoas envolvidas no trabalho autárquico em abono de familiares candidatos a orgãos de gestão. O resultado está à vista o primeiro atingiu-o por completo, o segundo ...... também! Nós por cá continuaremos, já agora deixem-me dizer-lhes, aos adiministradores desses blog's, estou para voçês como Henri Levy para a Guerra da Croácia; " ... Em determinadas alturas da vida termina o diálogo, por já não existirem condições para tal e deve passar-se à acção, a intervenção armada da europa justifica-se plenamente ... ".
Pela persistência, sem ofensas, sem calúnias, iremos permanecer na blogosfera, perfeitamente identificados, e ao contrário de outros, que tempos idos, nos confessavam, que não toleravam blog´s anónimos, e que presentemente fazem deles fontes de mesquinhês, consideramo-los legítimos desde que integros e respeitadores.

Sábado, 26 de Setembro de 2009

18

Na 18 postagem quero deixar claro que a responsabilidade do abandono tem um nome - specialized, stumpjumper carbon comp, pois é, não duvidem que tem sido por uma boa causa. Não faço maratonas nem meias, faço isso sim km´s e km´s a transferir para os pedais as calorias a mais. Não queria deixar passar em claro três assuntos importantes; o primeiro tem a vêr com a ausência da minha coluna no ecos passado, que com muita pena não consegui acabar a tempo de enviar para aquela edição, as minhas desculpas aos leitores e à direcção, o segundo com a campanha do Partido Socialista no Concelho de Estremoz, a melhor em que já participei, de uma grande elevação e do maior respeito para com as outras candidaturas, e o terceiro com a "obrigação" de participar no acto eleitoral deste dia, é um facto que a todos os Portugueses compete votar, pela sua democracia, pelo seu país e pelo seu povo, não votar significa absentismo, e este é o maior inimigo daquela.